Governo antecipa pacote a sindicalistas e recebe crítica

O Programa de Concess�es de Rodovias e Ferrovias, lan�ado no dia 15 pela presidente Dilma Rousseff, foi apresentado com uma pequena anteced�ncia a sindicalistas.

Coube ao ministro da Secretaria-Geral da Presid�ncia da Rep�blica, Gilberto Carvalho, a tarefa de apresentar o pacote, em reuni�o realizada no meio da manh� no Pal�cio do Planalto.

Participaram representantes da Central �nica dos Trabalhadores (CUT), For�a Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Uni�o Geral dos Trabalhadores (UGT).

A iniciativa do Planalto, entretanto, terminou sendo alvo de cr�ticas. "Mais uma vez n�s fomos chamados s� pra informar do pacote. N�s achamos que o pacote � importante porque vai investir mais de R$ 100 bilh�es no setor de infraestrutura, e isso � importante. Mas eu acho que falta conversar um pouquinho mais. Qual � a contrapartida que o trabalhador vai ter nesse investimento?", questionou o presidente em exerc�cio da For�a Sindical, Miguel Torres.

"At� agora n�o se falou nada na participa��o dos trabalhadores, n�mero de gera��o de emprego, qualifica��o e no bom emprego, emprego de qualidade. Ent�o nos garantiram que vai ter outras conversas pra que n�s possamos implementar um crit�rio para que possa contemplar os trabalhadores."

Questionado se o plano se assemelhava a uma privatiza��o, Torres respondeu: "Ela est� acompanhando a mudan�a do mundo. Acho que ela (Dilma) est� vendo que tem a necessidade de envolver o capital privado cada vez mais na economia."

Durante a reuni�o, o ministro Gilberto Carvalho disse ainda que o Minist�rio do Planejamento discutir� propostas de reajuste para os servidores. A secretaria-geral dever� programar uma s�rie de reuni�es com as centrais sindicais para discutir temas de interesse dos trabalhadores, como a isen��o de Imposto de Renda na PLR e a cria��o de um fundo para preservar postos de trabalho durante crises financeiras.

"O princ�pio � a cria��o de um fundo pra proteger o emprego durante a crise, de seis meses a dois anos de dura��o. Ent�o, do ponto de vista de estabiliza��o do emprego, � muito bom", disse Torres.

Por Di�rio do Grande ABC

Fonte: CNTM