Montadoras instaladas no Brasil poder�o emprestar suas cotas de importa��o do regime automotivo para trazer do exterior modelos de outras marcas do grupo com tributa��o reduzida.
Pelas novas regras do setor, todos os ve�culos vendidos no pa�s ter�o um adicional de 30 pontos percentuais a partir de 2013.
Para conseguir o abatimento nos nacionais, montadoras ter�o de cumprir exig�ncias como investimento em pesquisa e �ndice de nacionaliza��o de insumos.
A redu��o do adicional do IPI nos importados � restrita a tr�s cotas.
A primeira � voltada �s comercializadoras, grupos sem f�brica no pa�s e sem projeto de constru�-la, como a Kia.
O c�lculo da cota � feito com base nas importa��es dos �ltimos tr�s anos, limitado a 4.800 ve�culos por ano.
A segunda estar� dispon�vel �s produtoras que excederem os �ndices m�nimos exigidos no regime, at� o limite de 4.800 unidades/ano.
H� ainda uma cota para as importadoras com projetos para trazer f�brica ao pa�s. O desconto do IPI vale para a metade do volume que ser� produzido na unidade.
SOMA
Os benef�cios s�o complementares, ou seja, a mesma empresa pode acessar as tr�s.
� o caso da Fiat e da Nissan, por exemplo. Ambas j� t�m f�brica no Brasil, mas constroem novas unidades.
A italiana poderia usar as cotas para as importa��es de Chrysler. A outra via (Chrysler-Fiat) tamb�m � v�lida.
A rela��o entre as marcas ajudaria a Alfa Romeo, em um eventual retorno ao pa�s.
Ferrari e Maserati, tamb�m do grupo italiano, n�o entram na regra porque est�o sob a responsabilidade de um importador autorizado.
As japonesas lideram o grupo das potenciais benefici�rias. A Toyota poderia emprestar cotas para rec�m-chegada divis�o de luxo Lexus; a Honda, para a Acura, e a Nissan, para a Infiniti.
Esta �ltima confirmou sua entrada no pa�s no s�bado, antes de ver o piloto Sebastian Vettel se tornar campe�o da F�rmula 1 --a Infiniti � patrocinadora da sua equipe.
A companhia j� sinalizou que pretende usar as cotas da Nissan. "N�o � poss�vel trazer ve�culos do Jap�o com Imposto de Importa��o e [adicional de] IPI", afirma o presidente da Nissan no Brasil, Christian Meunier.
A Toyota tamb�m estuda a medida. Segundo a empresa, o uso das cotas pela Lexus vai depender de estrat�gia.
A cota � bem-vinda para as empresas. Como s�o marcas estreantes, n�o t�m hist�rico de importa��o e, portanto, n�o conseguiriam o benef�cio como comercializadoras.
Como exemplo do impacto dos 30 pontos no pre�o final dos modelos, a Audi elevou em 7,8% os pre�os desde que o governo criou a primeira barreira aos importados no final de 2011.
Por Gabriel Baldocchi - Folha de S.Paulo